FALTAM
MAIS DE TRÊS MILHÕES DE VAGAS EM CRECHES E PRÉ-ESCOLAS PÚBLICAS...
Levantamento
foi feito pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Em algumas regiões,
espera por vaga pode levar mais de um ano.
Um
problema tem deixado muitas famílias angustiadas. Um estudo com dados nacionais
feito pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul revela que faltam mais de
três milhões de vagas em creches e pré-escolas públicas, para alunos até cinco
anos de idade. Muitos pais deixam de trabalhar simplesmente porque não têm com
quem deixar os filhos. O Fantástico percorreu o país e encontrou obras paradas
ou abandonadas, e uma coleção de desculpas.
Veja
no final do texto os Rankings Nacionais de Atendimento em Creches e em
Pré-Escolas.
“Eu
acho falta de respeito com as mães”, diz uma mãe.
“Eu
dependo de ajuda, porque não tenho com quem deixar, conta outra.
“Pagar
creche particular, é fora de cogitação”, explica outra mulher.
“Ela
dizia ‘Ah, mãe, eu vou entrar na minha creche. Um dia, a minha creche vai ficar
pronta', conta esta outra.
O
que essas mães estão pedindo é algo simples: o cumprimento da lei. Está no
Estatuto da Criança e Adolescente: é dever do estado garantir atendimento em
creche e pré-escola a todas as crianças até os cinco anos de idade, mas essa
lei não é cumprida para 3,4 milhões de meninas e meninos espalhados pelo
Brasil. Esse é o número de vagas que as prefeituras precisam criar para incluir
as crianças na creche e pré-escola. Só nas creches, faltam 2,7 milhões de
vagas.
Da
janela de casa, Gisele vê um sonho distante: a creche que deveria ter ficado
pronta em abril do ano passado, mas que até agora ficou só na obra. “Bastante
pressa para que acaba logo, para ver se eu consigo colocar ela, sabe, porque é
tão pertinho, né”, diz a dona de casa Gisele de Andrade Mineiro.
E,
para não ficar só esperando, a mãe acaba virando professora. “Estou ensinando o
alfabeto, já estou ensinando as letras, o A, o B, o C”, conta Gisele.
Junto
com Gisele estão diversas mães de Porto Alegre. A capital gaúcha precisa criar
15.965 vagas em creches e pré-escolas. É a oitava colocada no ranking nacional
de capitais em atendimento na educação infantil.
As
prefeituras do Brasil precisam correr contra o tempo: têm até o ano que vem
para garantir a vaga de todas as crianças entre quatro e cinco anos e, até
2024, têm que matricular metade das crianças de até três anos nas creches. “Os
estudos mostram que o crescimento, o desenvolvimento de habilidades nessa fase
da vida ou ocorre nesse momento ou ele não será superado”, diz o presidente do
TCE-RS, Cezar Miola.
Essas
metas que as prefeituras precisam cumprir foram definidas pelo Plano Nacional
de Educação, uma lei aprovada no ano passado. Para ajudar os municípios, o
Ministério da Educação criou o programa Proinfância. Deveria funcionar assim:
as prefeituras contratam uma empresa para fazer a obra e o governo federal dá a
maior parte do dinheiro. O projeto deveria levar no máximo um ano para ficar
pronto. Deveria ser simples e rápido, mas não é.
Em
Porto Alegre, das 43 creches que a prefeitura financiou pelo Proinfância, só
quatro foram entregues. Tem obra abandonada, obra que começou, parou e começou
de novo, e muita mãe sem encontrar vaga.
“A
gente estava até se revezando. Ela procurava um pouco numa parte, eu procurava
na outra, e a gente ia se falando, mas, por enquanto, nada ainda”, diz a
faxineira Maria dos Santos
“Eu
tenho que dar um jeito de arranjar creche para ela, não tem como ficar sem
trabalhar”, aponta a recepcionista Kitele Corso.
Quem
também está sem trabalhar é a Fabiana. Quando planejou a gravidez, ela não
imaginava a surpresa: nasceram duas, as gêmeas Gabriela e Mariana. A mamãe
então saiu em busca de vagas em creches do bairro onde mora, em São Paulo, mas
ouviu a mesma resposta.
“Me
disseram só para aguardar, hoje a demanda está muito grande. Então, ia demorar
um pouco”, diz a técnica de enfermagem Fabiana Barbosa de Lima.
Antes
de as gêmeas nascerem, Fabiana trabalhava como técnica de enfermagem. Sem ter
com quem deixar as meninas, ela teve que desistir do emprego. E, pagar as contas só com o salário do
marido, fica difícil.
Fantástico:
Quanto você gastaria para manter as duas em uma creche particular em tempo
integral?
Fabiana:
Tempo integral, gastaria mais de R$ 1 mil. Não teria como comer se eu fosse
pagar creche para elas.
Em
algumas regiões de São Paulo, a espera por uma vaga pode levar até um ano e
três meses. Enquanto isso, creches prometidas pela prefeitura não saem do
papel. Um exemplo é em um terreno em Brasilândia, Zona Norte da cidade. Era
para ter uma creche, mas está tudo abandonado e só tem mato crescendo. A
prefeitura chegou a instalar uma placa informando o prazo final de uma obra que
ainda nem começou.
“A
minha solução seria essa creche. Já era para estar aqui, né? Só um terreno
vazio. É duro você olhar essa placa. Daria para trazer as meninas de carrinho”,
diz Fabiana.
Em
nota, a prefeitura alega que a creche em Brasilândia atrasou porque o terreno
foi invadido por uma família. O processo para desocupação está na Justiça.
Enquanto isso, nada de obra. No ranking de atendimento até os três anos, São
Paulo está em terceiro lugar entre as capitais. Está próximo da meta de 50%,
mas ainda precisa criar 120 mil vagas nas creches.
Ao
redor do país, o que se vê são obras inacabadas ou atrasadas há anos. Umas
ruínas em Manaus deveriam ser uma creche. A obra começou em 2012 e deveria ser
entregue em 2013.
Até
agora, nada, e mais criança esperando. “Tenho netos, tenho sobrinhos que nem
conseguiram vaga”, diz dona Joice. A capital do Amazonas está em penúltimo
lugar no ranking de creches. Atende apenas 7% das crianças até três anos.
E
tem muita obra do Proinfância que nem saiu do chão, os terrenos estão vazios.
Em Caxias do Sul, a prefeitura deveria ter construído oito creches. Chegou a
gastar R$ 1,1 milhão preparando um terreno para a construtora fazer a obra, mas
a empreiteira alegou que não tinha como cumprir os contratos. “Infelizmente,
Caxias não vai conseguir entregar estas oito escolas no final desse ano”,
aponta a secretária Municipal de Educação de Caxias do Sul, Marléa Ramos Alves.
A
construtora MVC, responsável pelos projetos de Caxias, assumiu 350 obras do
Proinfância em nove estados do Brasil. Até agora, só entregou 14. Em nota, a
empresa alega que enfrentou atrasos na entrega dos terrenos e nos pagamentos
das prefeituras, e culpa até a alta do dólar pelas dificuldades. Mas, mesmo
assim, garante que vai terminar todas as 350 obras até 2016.
“A
nossa contrariedade, dos secretários municipais, é que está se brincando com a
sociedade, e não foi o município”, diz Marléa.
No
meio de tanta confusão, a Justiça virou a alternativa para pais e mães que não
têm mais como esperar. É na porta da Defensoria Pública que eles vão bater.
Essas mães procuram a Defensoria, agendam e esperam três meses até conseguir
encaminhar a documentação. A procura é tão grande que todos os horários de
agendamento estão ocupados até dezembro. Hoje, quem chegar em busca de
atendimento, vai ter que esperar até o ano que vem.
No
ano passado, mais de 800 mães de Caxias do Sul só conseguiram colocar os filhos
na creche com ordem judicial.
“Colocou
o pé na Defensoria pedindo a vaga até botar o pé na escola pode demorar cinco a
seis meses, diz o defensor público de Caxias do Sul Sergio Nodari Monteiro.
Foi
exatamente isso que a Cláudia enfrentou para garantir o direito da filhinha
Maria Augusta.
“Foram
dois anos de espera. Fiz a primeira tentativa, não deu certo. No outro ano
seguinte, não fui sorteada novamente. Daí, fiquei sabendo sobre a defensoria,
procurei eles. E aguardei mais três para receber o resultado final. A escola é
boa. Valeu a pena esperar. Só que a espera é longa, né”, destaca a cabeleireira
Cláudia Lisiane da Silva.
“Eu
fiquei sabendo que ia inaugurar em 2013, engravidei em 2014. Bebê já nasceu,
tem três meses e está aí do mesmo jeito. A obra não andou. A obra está parada,
reclama a empresária Rosana Miranda Rodrigues, de Aparecida de Goiânia.
Entre
2012 e 2014, a cidade de Aparecida de Goiânia, que fica na região metropolitana
da capital Goiânia, recebeu cerca de R$ 22 milhões do governo federal para
construir 36 creches. No ano passado, fiscais da Controladoria Geral da União
(CGU) estiveram na cidade e descobriram que várias não foram entregues.
“Mas
não é atraso significativo”, pondera o secretário Municipal de Educação de
Aparecida de Goiânia, Domingos Pereira.
A
CGU apontou falhas nas obras, como orçamentos superfaturados. “Desperdício de
dinheiro aqui. Tudo aí acabando. Isso aqui custou o nosso dinheiro”, afirma uma
moradora.
E,
das 36 creches, os fiscais disseram que apenas três estavam prontas. A
prefeitura reclama e diz que o número está "desatualizado". “Primeiro
que não são três, são quatro”, diz Domingos Pereira.
Ao
redor do país, as prefeituras tentam se justificar. Culpam a burocracia. “Todo
o processo do serviço público, ele tem uma burocracia muito grande”, afirma
Domingos Pereira.
Culpam
o governo anterior... “O governo anterior ao nosso prometeu cem creches e
conseguiu fazer uma, diz a secretária Municipal de Educação de Manaus, Katia
Schweickardt.
Culpam
as construtoras... “Às vezes, a empresa privada, neste caso, acabou
prejudicando uma política pública, diz a secretária Municipal de Educação de
Caxias do Sul, Marléa Ramos Alves.
E
culpam o governo federal... “São 2,5 mil municípios no país, R$ 9 bilhões de
atraso. Então, por isso que nós queremos que esses recursos sejam liberados, e
a gente poder atingir essas metas”, diz o presidente da Famurs, Luiz Carlos
Folador.
Em
nota, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela
liberação das verbas do Proinfância para os municípios, "esclarece que não
há atrasos no repasse de recursos" e se "identificadas
desconformidades com o projeto aprovado, são geradas restrições que, até serem
sanadas a obra fica impedida de receber novos repasses".
E,
quando finalmente a obra termina, nem sempre foi feita de forma correta. “O que
me admira mais é o fato da fiscalização, né? De alguém não ter fiscalizado isso
antes de entregar a obra pronta”, destaca o presidente do Conselho de Pais e
Mestres, Alexandre Mathias Bard.
Em
Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, uma creche levou três anos para ficar
pronta, uma obra que passou por três empresas. A primeira demorou tanto que a
prefeitura rompeu o contrato. A segunda teve que consertar o que a primeira fez
errado, mas também deixou uma série de problemas. A terceira deveria ter
resolvido tudo, mas, além das infiltrações, as crianças e os professores são
obrigados a conviver com um cheiro forte de esgoto que toma conta de toda esta
parte de trás do prédio, e fica ainda pior no verão. Isso porque a obra foi entregue
sem um sistema de filtros e de fossa que estava previsto no projeto original.
Resultado? A obra vai ficar R$ 230 mil mais cara.
Mas
tem lugar no país onde as metas são cumpridas. Em Vitória, a capital do
Espírito Santo, 81% das crianças de até três anos estão na creche e todas as de
quatro e cinco já estão na pré-escola. Ter a vaga perto de casa é uma
tranquilidade para Rosângela Bellon. “Ele veio para cá com um ano de idade, no
maternal”, conta a autônoma.
Ela
faz o que muitas mães gostariam de fazer: deixa o filho na creche e vai
trabalhar.
“É
preciso oferecer, é preciso disponibilizar a vaga. Há ainda muita dificuldade
de inclusão, há muita falta de conscientização das famílias em relação aos seus
direitos. As famílias precisam ter a segurança, a tranquilidade que, se
procurarem, vão encontrar esse serviço. Por isso, o desafio ainda é grande”,
diz o presidente do TCE.
RANKING
NACIONAL DE ATENDIMENTO EM CRECHES (CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS)
Fonte:
TCE Rio Grande do Sul, com base em dados do IBGE 2012 e matrículas do Senso
2014
1
– VITÓRIA, ES – 81%
2
– FLORIANÓPOLIS, SC – 53,3%
3
– SÃO PAULO, SP – 48,9%
4
– CURITIBA, PR – 43,4%
5
– RIO DE JANEIRO, RJ – 38,7%
6
– PORTO ALEGRE, RS – 38,5%
7
– CAMPO GRANDE, MS – 36,6%
8
- BELO HORIZONTE , MG – 35,9%
9
– PALMAS, TO – 31,4%
10
– CUIABÁ, MT – 29,2%
11
– SÃO LUÍS, MA – 29,1%
12
– FORTALEZA, CE – 26,4%
13
– TERESINA, PI – 26,00%
14
– RECIFE, PE – 22,6%
15
– GOIÂNIA, GO – 21,9%
16
– NATAL, RN – 20,8%
17
– JOÃO PESSOA, PB – 18,5%
18
– BRASÍLIA, DF – 17,5%
19
– BOA VISTA, RR – 15,6%
20
– PORTO VELHO, RO – 15,0%
21
– RIO BRANCO, AC – 11,3%
22
– SALVADOR, BA – 11,0%
23
– MACÉIO, AL – 10,1%
23
– ARACAJU, SE – 9,1%
25
– BELÉM, PA – 8%
26
– MANAUS, AM – 7,2%
27
– MACAPÁ, AP – 4,9%
RANKING
NACIONAL DE ATENDIMENTO EM PRÉ-ESCOLA (CRIANÇAS DE 4 A 5 ANOS)
Fonte:
TCE Rio Grande do Sul, com base em dados do IBGE 2012 e matrículas do Senso
2014
1
– VITÓRIA, ES – 126,1%
2
– FLORIANÓPOLIS, SC – 116,6%
3
– TERESINA, PI – 102,7%
4
– SÃO LUÍS, MA – 101,1%
5
– CUIABÁ, MT – 100,6%
6
– SÃO PAULO, SP – 100,1%
7
– RIO DE JANEIRO, RJ – 95,2%
8
– FORTALEZA, CE – 88,8%
9
– BOA VISTA, RR – 86,3%
9
– NATAL, RN – 86,3%
11
– PALMAS, TO – 85,6%
12
– RECIFE, PE – 85,2%
13
- BELO HORIZONTE , MG – 84,9%
14
– RIO BRANCO, AC – 84,2%
15
– MANAUS, AM – 83,0%
16
– PORTO VELHO, RO – 82,9%
17
– CAMPO GRANDE, MS – 77,8%
18
– PORTO ALEGRE, RS – 77,6%
19
– BRASÍLIA, DF – 77,4%
20
– ARACAJU, SE – 75,7%
21
– GOIÂNIA, GO – 75,5%
22
– BELÉM, PA – 66,9%
23
– MACAPÁ, AP – 65,6%
24
– CURITIBA, PR – 65,4%
25
– SALVADOR, BA – 60,7,0%
25
– JOÃO PESSOA, PB – 60,7%
26
– MACÉIO, AL – 54,2%
OPINIÃO DO BLOGGER:
A reportagem
acima, deixa claro o descaso dos políticos para com o povo, para com nossas
crianças.
Descaso dos políticos
de todas as esferas, seja federal, estadual e municipal.
Em Sete Lagoas,
tivemos o mesmo problema...!!
O ex-prefeito Maroca recebeu do governo federal
uma verba para fazer uma creche igual as da reportagem no bairro Cidade de Deus.
Lembro-me bem, na
época ex-prefeito
Maroca fez a
maior propaganda da futura creche, porém ele apenas começou obra e não
terminou.
Aliás, várias
obras o ex-prefeito Maroca começou e não terminou, bem como, várias verbas foram devolvidas
para o Governo Federal por pura incompetência do ex-prefeito Maroca e de seus acéfalos e incompetentes
assessores.
Algumas obras começadas e não
terminadas pelo incompetente ex-prefeito Maroca:
- Creche do
bairro Cidade de Deus
- Estação de
Transbordo
- Hospital
Regional
- O Anel De
Aqueduto que vai interligar todas as caixas do SAAE
- Etc
No último dia
05/08/15, graças a determinação do prefeito Márcio Reinaldo, foi inaugurada no bairro Cidade de Deus, a tão sonhada creche.
Agora as mães do
bairro Cidade de Deus, podem trabalhar tranquilamente, pois tem onde deixar os
seus filhos com segurança.
Abaixo, publico a
matéria referente a inauguração da creche no bairro cidade de Deus.
PREFEITURA MUNICIPAL INAUGURA O CEMEI “JOSELITA DIAS DA
COSTA” NO BAIRRO CIDADE DE DEUS...
O
Bairro Cidade de Deus ganhou mais outro grande benefício para as diversas
famílias que lá residem. A Prefeitura inaugurou nesta quarta-feira (5), às 9h30min,
com a presença do prefeito municipal Marcio
Reinaldo, seus familiares e o vice-prefeito
Dr. Ronaldo João, o Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI)
“Joselita Dias da Costa”, localizado na Av. Prefeito Euro Andrade, ao lado da
Companhia Regional de Habitação de Sete Lagoas (Cohasa). O nome deste CEMEI é
uma justa homenagem a Sra. Joselita Dias da Costa
(Mãe do prefeito
Marcio Reinaldo). Através deste novo Centro, diversos pais do Bairro
Cidade de Deus terão a oportunidade de trabalhar com maior tranquilidade,
enquanto seus filhos são educados e acolhidos no CEMEI.
O
evento de inauguração foi abrilhantado pela “Banda União dos Artistas de Sete
Lagoas”, sendo que o pastor Alcides e o ministro católico Rodolfo dirigiram um
momento de oração e bênção para as novas instalações. A presidente da Associação de
Moradores do Bairro Cidade de Deus, Elivalda Alves, manifestou a alegria pela
inauguração de mais uma escola para a comunidade. “Essa CEMEI vai ajudar muitas
famílias que precisam trabalhar. Portanto, precisamos aproveitar essa
oportunidade que evita a criminalidade e tira muitas crianças da rua. Peço aos
moradores do bairro que valorizem e cuidem dessa escola.”, convidou.
Já
a diretora do CEMEI, Eleonora Aracena, cumprimentou o prefeito Marcio Reinaldo
e os demais familiares da Sra. Joselita Dias da Costa e disse: “Na contingência
atual, quando a humanidade clama por justiça, equidade, cidadania e
empreendedorismo, a inauguração de uma escola é um marco relevante com a função
de formar pessoas. E o CEMEI desponta como uma obra de empreendedorismo com um
ensino e aprendizagem de qualidade assentados na categoria afetiva, cognitiva e
psicomotora.” Também a secretária municipal de Educação, Mércia Souza afirmou
que esse momento é especialíssimo, pois “trata-se da realização de um sonho”.
Em seguida completou: “Essa escola que está sendo inaugurada é um presente de
Deus! Cumprimento ao prefeito Marcio Reinaldo
porque se não fosse a sua garra, talvez essa escola ainda estaria no alicerce.
Está aí uma escola viva e bonita com a qual devemos fazer a diferença.”
A secretária Particular e Assuntos Especiais, Vania Moreira, falou em nome da família e manifestou a alegria de todos pela
homenagem à sua mãe. Segundo ela, as famílias poderão espelhar-se em D.
Joselita que foi sempre altaneira e de coração aberto com uma mistura de força
e ternura. “Que
as crianças dessa escola possam encontrar a mesma afabilidade, assim como
encontramos no colo de nossa querida mãe. Homenagens como essa nos fortalece e
faz lembrar que amor de mãe nunca morre!”, exclamou.
O prefeito Marcio Reinaldo lembrou que o Bairro
Cidade de Deus é o que recebe hoje mais benefícios em Sete Lagoas. Ele
confirmou que essa escola era um sonho. “É um projeto que começou em 2010 e quando assumimos em 2013,
só havia a terraplanagem e a base estrutural do prédio. Então levamos adiante a
obra. Na vida há coisas que se encaixam e encontram e aí está o exemplo de tudo
isso. Essa é uma responsabilidade de todo o município, sobretudo, atendendo a
garotada, suas famílias e toda a comunidade. E estamos atendendo a Cidade de
Deus com cerca de 10.000 metros de extensão de asfaltamento. Estou muito feliz
com a programação para a Educação em termos de construções e reformas de
escolas que foram cumpridas, sendo que outras serão realizadas. Tudo isso é uma
grande honra para nós, pois grande parte dos desafios estão sendo realizados.
Ficamos felizes pela homenagem à minha mãe ‘Joselita Dias da Costa’,
cuja mão firme foi sempre decisiva para a formação de nossa família. No mais,
desejo muito sucesso à nossa diretora, aos alunos e às famílias, na certeza de
que o Bairro Cidade de Deus será outro bairro com o objetivo de mais
oportunidades. Muito obrigado a todos e vamos em frente, porque muita coisa
precisa acontecer!”, enfatizou.


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