sábado, 11 de setembro de 2010

SETE LAGOAS: A MELHOR CIDADE PRA SE VIVER..???

Pela reportagem publicada pela revista Veja, edição 2180, a resposta é sim. A matéria coloca Sete Lagoas entre “as 20 cidades médias do Brasil onde o futuro já chegou", elogiando e afirmando que um trabalhador local possui uma renda per capta de R$ 18 mil, por ano, sendo dividido mensalmente, um trabalhador sete-lagoano ganha nada mais nada menos do que R$ 1.500, 00 sendo este o perfil dado ao empregado fora da realidade em que vivemos nos dias de hoje.

Buscar dados para uma notícia, é preciso ter serenidade e mostrar realmente a seriedade. Na reportagem, diz “Fincada em um cenário bucólico, ela abriga casas de veraneio dos ricos de Belo Horizonte, que viajam apenas 70 quilômetros para desfrutar os sítios e chácaras situados às margens dos seus lagos”.

A reportagem coloca Sete Lagoas entre as 20 cidades médias do Brasil “aonde o futuro já chegou”. Porém não destaca a importância e a necessidade de buscar alternativas para o setor siderúrgico, que hoje dos 37 fornos existentes, apenas 14 estão em pleno funcionamento, mas com data pré definida para fechar. Isso são dados obtidos junto ao Sindicato dos Metalúrgicos, através do seu presidente, Ernane Geraldo Dias, que está “preocupado com a situação e o descaso para com o setor”.

A revista foi esperada pela população, já que faixas, informativos foram distribuídos em toda a cidade informando que a Veja estaria mostrando Sete Lagoas, o que foi bastante criticado e questionado pelos moradores e leitores que tiveram acesso á matéria.

POSIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO:

De acordo com o prefeito Mário Márcio Maroca, PSDB, Sete Lagoas é mais: “Sete Lagoas é até muito mais do que foi mostrado na publicação. No entanto temos que estarmos atento para a possibilidade de a publicação gerar uma contingência de pessoas vinda para Sete Lagoas em busca de um lugar ao sol. Devemos evitar o inchaço de Sete Lagoas. É preciso cuidar do que já existe e organizar esse crescimento pulsante”, afirma.

O prefeito Maroca também discorda da renda per capita divulgada na revista. “Aquela renda mostra a injustiça social existente no município. Precisamos trabalhar mais para que a maior parte da classe trabalhadora chegue a este número”, completa o prefeito.

Mas esta opinião não é só do prefeito, várias pessoas que leram a matéria, falaram a mesma língua do prefeito, já que a realidade vivida em nossa cidade não condiz que o que foi publicado pela Veja, ou seja, existe um contraste de informações, não descrevendo a real situação em que se encontram as pessoas mais carentes, principalmente as de bairros distantes da área central e da área industrial e a vinda de mais pessoas para a cidade, devido à formosura com que Sete Lagoas foram retratadas nas principais pagina da revista.

DADOS REIAIS

Se Sete Lagoas é um balneário industrial, porque que o índice de criminalidade na cidade vem crescendo e até sequestro vem sendo registrado, como ocorrido em pleno centro da cidade, às 22 horas de um sábado, e até agora nenhum criminoso foi localizado e a família dos reféns está até hoje indignada e os envolvidos com medo de sair de casa. Nos bairros onde moram a classe trabalhadora, menos favorecida sequer recebe atenção mínima como infraestrutura, saúde, educação enquanto que os balneários são desfrutados pelos que realmente possuem renda per capta de acordo com a publicação da revista, mas que se for analisado, o salario praticado em Sete Lagoas está bem aquém do merecimento do trabalhador.

È necessário pensar e repensar como e onde a revista Veja chegou a essa conclusão e a população não deve se iludir. O desenvolvimento de Sete Lagoas é necessário como qualquer outro município, mas o crescimento desordenado deve ser fiscalizado e vigiado pelas autoridades locais e não se pode em momento algum esquecer nossa realidade.

Por: Silvana Emerick - Jornal Canal Livre

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