“O amor é doação. Tudo o que
contradiz a doação, machuca”.
O amor é uma das ideias mais
revolucionárias, capaz de garantir condições de vida em segurança. O medo,
valor tão propagado e vivenciado por conta da violência cotidiana, não pode nos
apequenar diante dos desafios de sempre construir vida na dignidade, a partir
de relações de respeito, consideração e apreço de um para com o outro. O medo
nos protege e não irá nos desencorajar para a vivência e a convivência humana.
Nossa civilização “encaixotou” o afeto.
O afeto estimula a criarmos as condições para nossa plena realização. O ser
humano é um ser em construção, por isso mesmo exige investimentos afetivos a
vida toda. O cuidado, como algo essencial e que constitui a nossa condição
humana, deve ser resgatado se quisermos devolver à humanidade o verdadeiro sentido
de sua existência.
Não sobrevivemos se não somos bem
cuidados. Na escala dos seres vivos, somos os mais dependentes de todos. Saímos
da barriga da mãe, caímos nos braços de uma família. Aos poucos vamos crescendo
e nos integrando aos grupos sociais da escola, da vizinhança, dos amigos, dos
colegas de trabalho. E cada fase de nossa vida exige que sejamos cuidados e que
saibamos cuidar, da gente e dos outros.
A necessidade do cuidado e as carências
afetivas, próprias do ser humano, não constituem nenhuma fraqueza. O que nos
torna fortes e capazes de superar as contradições é a coragem de assumirmos
nossas carências, pois estas é que nos desafiam para o crescimento e
discernimento pessoal, afetivo e social. As relações que se constituem na
partilha, na compreensão, na doação, na gratuidade e na confiança são
oportunidades que muitos constroem por acreditarem que sua realização depende
da integração, convivência e complementariedade a serem construídas junto com
os outros. São também excelentes oportunidades de vivenciar a doação, pois vida
existe se for compartilhada.
Redescobrir-se em permanente relação
com os outros é a grande contribuição que cada um pode oferecer para a elevação
de uma consciência de humanidade. Reconhecer e vivenciar valores como a solidariedade,
a amizade, o amor, a partilha e a alteridade pode nos possibilitar um mundo com
menos violentos e menos violentados.
A solução para os problemas de
convivência social não passa pela construção de novos presídios e nem pelo
endurecimento de nossas leis.
A solução passa pela promoção da vida e
da humanidade, através do cultivo de relações de respeito, amor e afeto. Passa
também pela promoção da justiça.
Romantismo...???
Não para os que acreditam que o amor é
sempre maior do que o medo e a dor. O amor sempre foi a inspiração dos grandes
mestres como Gandhi, Dallai Lama, Chico Xavier, Madre de Calcutá e outros
tantos mais, e o principal legado deixado pelo maior Mestre de todos: Jesus
Cristo. Aprendamos com eles se quisermos sobreviver plenamente realizados e
livres.

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